A criação de um ícone

Numa noite quente de verão, Marilyn Monroe parou sobre uma saída de ar do metrô de Nova York para filmar uma cena do filme “O Pecado Mora ao Lado”. As fotos tiradas naquela noite ajudaram a tornar o filme o maior sucesso de bilheteria de 1955.

Sessenta anos depois, a maioria das pessoas nunca ouviu falar do filme, mas as fotos de Marilyn e seu vestido cor de marfim flutuando ao sabor do vento são conhecidas por todo mundo, fazendo parte da seleta lista de imagens mais icônicas do século 20.

O roteiro era perfeito.

“O Pecado Mora ao Lado” foi o 24º filme de Marilyn. Na época em que foi lançado, ela já era conhecida há muito tempo como o símbolo sexual supremo de toda uma era. O produtor Charles Feldman, que também era o agente da atriz, escolheu o papel pensando nela. A própria Marilyn achou o roteiro perfeito, e queria tanto interpretar “A Garota” que lutou com a 20th Century Fox pelo papel.

Na negociação, ela relutantemente concordou em fazer um filme que o estúdio queria, sob a condição de poder então filmar “O Pecado Mora ao Lado”.

O roteiro original foi um imenso sucesso na Broadway: um homem casado encontra-se sozinho em casa, pois sua família viajou para longe, durante as férias de verão. Ele então se envolve com a linda vizinha do andar de cima. Hollywood estava interessada no enredo mas tinha que dar satisfações à censura e aos padrões morais da época, que tornavam o roteiro da peça quase impossível de ser levado para o cinema.

Mas Feldman e o diretor Billy Wilder acreditavam que podiam testar os limites das restrições. Assim, começaram a “limpar” o roteiro original, adaptando-o para a telona.

Aquela noite na esquina da 52nd e da Lex entrou para a história. Entre o grupo de fotógrafos que testemunhou e gravou as cenas estavam Garry Winogrand, Elliot Erwitt e Weegee

O vestido brilhava intensamente.

Para o marketing do filme, a Fox escolheu como ponto focal uma cena em que o vestido de Monroe é levantado por uma súbita rajada de vento criada por um respiradouro do metrô. A cena foi filmada duas vezes – a primeira tomada foi uma estratégia publicitária, filmada na rua verdadeira, em Nova York, depois que os detalhes da produção “vazaram” para a imprensa. Como resultado, a primeira filmagem foi feita em frente a uma barulhenta multidão de cerca de três mil espectadores.

Mas a cena usada no filme foi, na verdade, filmada novamente meses depois, num set em Hollywood que replicava a esquina da Lexington Avenue e da 52nd St.

Testemunhas do evento lembram que ficaram impressionados pela atmosfera eletrizante gerada pela expectativa da multidão. Os fãs esperaram por horas pela chegada de Marilyn. Houve certa apreensão quando algumas pessoas começaram a discutir, e por causa do empurra-empurra em meio ao público, que afetou até mesmo os câmeras.

Mas todas as preocupações sumiram quando, por volta da meia-noite, Marilyn apareceu, usando o agora lendário vestido branco com as costas nuas.

George Zimbel, na época, um fotógrafo de 25 anos da agência PIX photo, ainda lembra claramente daquela noite, apesar de já terem se passado décadas.

“Sob as fortes luzes, o vestido brilhava intensamente, e fazia coisas incríveis no ar enquanto ela se movia”.

Havia centenas de fotógrafos tirando fotos de Marilyn e de seu vestido branco flutuando ao vento. Mas foram as imagens feitas por Matty Zimmerman e George Zimbel as que mais foram reproduzidas e que ajudaram a manter a atriz como um dos maiores símbolos sexuais da história

A cena foi filmada 14 vezes.

No início, o diretor Wilder fez uma série de aquecimentos com a atriz para ajudá-la a entender os aspectos físicos da cena. Foi durante esses ensaios que os cerca de 20 fotógrafos tiveram permissão de tirar fotos. Marilyn interpretou seu papel para os espectadores de forma tão apaixonada quanto para as câmeras. A multidão ficou de queixo caído, deliciada toda vez que o técnico dos efeitos especiais sob a saída de ventilação do metrô ligava o ventilador e seu vestido voava.

Durante três horas, a equipe de filmagem e os atores trabalharam duro para filmar a cena 14 vezes. A dificuldade de filmar cercados por uma multidão combinada à natureza abertamente sexual das cenas inutilizaram as filmagens. Alguns meses depois, tudo foi recriado sob as condições controladas de um palco sonoro de Hollywood. Foram necessárias mais 40 tomadas para a cena ficar da maneira que Wilder queria. As cenas que aparecem no filme foram as mais “modestas”, sem nenhuma tomada do corpo inteiro da atriz.

Seu vestido também nunca aparece subindo muito acima dos joelhos.

Sam Shaw foi o único fotógrafo que estava tanto no local quanto nas filmagens no estúdio de Hollywood. Foi uma de suas fotos que a Fox escolheu para promover o filme

Primeiras páginas dos jornais.

Obviamente, as cenas filmadas na rua são imagens mais fortes que as tomadas no cenário do filme. A combinação da noite quente, do empurra-empurra dos fotógrafos disputando os melhores lugares, a atmosfera altamente carregada de energia sexual, o exibicionismo de Marilyn – tudo contribuiu para criar uma energia quase selvagem, palpável, nas fotos, impossível de reproduzir no palco sonoro.

Para o material de marketing do filme, a Fox escolheu as fotos da locação original, mais sugestivas. Em retrospecto, percebemos que essa foi uma fantástica decisão.

As imagens apareceram na primeira página de jornais de todo o mundo. Uma divulgação instantânea que ajudou a tornar o filme o maior sucesso de bilheteria do ano. Resistindo ao teste do tempo, as fotos ainda continuam a nos fascinar.

Sessenta anos depois, a imagem é imediatamente reconhecível e profundamente cativante: Marilyn acima de uma saída de ar do metrô, com o vestido bailando na brisa morna do verão – uma celebração icônica e permanente da feminilidade sem pudor.

Imagens com 15 metros de altura colocadas na fachada dos cinemas em que o filme estava em cartaz fizeram parte da campanha promocional. Uma enxurrada de queixas forçou a 20th Century Fox a retirá-las

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